10 abril 2013

Mito 22: "Atualmente o padre tem que rezar de frente para os fiéis"

Não tem. 


Foi publicada em 1993, no seu boletim Notitiae, uma nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos reafirma a licitude tanto da celebração "Versus Populum" (com o sacerdote voltado para o povo) quanto da "Versus Deum" (com o sacerdote e povo voltados para Deus, isto é, na mesma direção).

Assim, mesmo na forma do Rito Romano aprovada pelo Papa Paulo VI, é perfeitamente possível que se celebre a Santa Missa com o sacerdote e os fiéis voltados na mesma direção. 

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI dedicou à este tema um capítulo inteiro do seu livro "Espírito da Liturgia – Uma introdução", publicado em 1999; é o capítulo III da parte II, denominado "O altar e a orientação da oração na Liturgia". 

Neste texto, o Santo Padre incentiva a celebração em "Versus Deum", exaltando o profundo significado litúrgico que tem o sacerdote e os fiéis voltados para a mesma direção, isto é, para Deus. Ele diz: ". "O sacerdote olhando para o povo dá à comunidade o aspecto de um círculo fechado em si mesmo. Já não é - por sua mesma disposição – uma comunidade aberta para frente e para cima, senão fechada em si mesma. (... ) O importante não é o diálogo olhando para o sacerdote, mas a adoração comum, sair ao encontro do Senhor que vem. A essência do acontecimento não é um círculo fechado, mas a saída de todos ao encontro do Senhor que se expressa na orientação comum." 

http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/mitos-liturgicos.html 
 

09 abril 2013

03 abril 2013

Mito 21: "O canto gregoriano é algo ultrapassado"

Não é. 

O Concílio Vaticano II afirma (Sacrossanctum Concilium, n.116) : ""A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana, o canto gregoriano; portanto, na ação litúrgica, ocupa o primeiro lugar entre seus similares. Os outros gêneros de música sacra, especialmente a polifonia, não são absolutamente excluídos da celebração dos ofícios divinos, desde que se harmonizem com o espírito da ação litúrgica..." 

A Instrução Geral do Missal Romano (n. 41) afirma: "Em igualdade de circunstâncias, dê-se a primazia ao canto gregoriano, como canto próprio da Liturgia romana." 

Também o Santo Padre Bento XVI incentiva o canto gregoriano na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis (n.62), como foi dito acima.É importante lembrar: mesmo em relação a canto popular, a referência é canto gregoriano. O saudoso Papa João Paulo II (Quirógrafo sobre a Música Sacra, n. 12) diz:

"No que diz respeito às composições musicais litúrgicas, faço minha a «regra geral» que são Pio X formulava com estes termos: 'Uma composição para a Igreja é tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproximar, no andamento, na inspiração e no sabor, da melodia gregoriana, e tanto menos é digna do templo, quanto mais se reconhece disforme daquele modelo supremo». Não se trata, evidentemente, de copiar o canto gregoriano, mas muito mais de considerar que as novas composições sejam absorvidas pelo mesmo espírito que suscitou e, pouco a pouco, modelou aquele canto." 

http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/mitos-liturgicos.html

02 março 2013

João Paulo II ou Bento XVI?

(nenhum pontífice consegue satisfazer a esta geração)  



João Paulo II morreu aos 84 anos em 2 de abril de 2005. Em 2002, o jornalista Mario Prata escrevia criticando a obstinação do pontífice em governar a Igreja com aquela idade e com seu precário estado de saúde:

á uma semana vi o nosso papa na televisão. Sem ironia nenhuma, ele estava babando. Lendo um texto, todo curvado, denotando dores, articulando com extrema dificuldade, o papa babava. Será que nenhuma pessoa importante da Igreja Católica Apostólica Romana vai tomar uma providência? Deixar que o homem descanse em paz? João Paulo II está com 82 anos e é o nosso papa há 24 anos.

[...]

Comprem uma casinha numa montanha da Polônia e coloquem o homem lá, com todas as mordomias que ele merece. Que ele passe seus últimos dias cuidando de outras ovelhas. Aposentem quem não tem mais condições.[1].

20 fevereiro 2013

Deputada do PT critica Papa Bento XVI e sai em defesa de Leonardo Boff

 E-mail recebido em uma lista:
 
Pessoal,
 
Vejam logo abaixo os links das declarações da deputa Marisa Formolo (PT-RS) contra o Papa Bento XVI e, ao mesmo tempo, o seu apoio a Leonardo Boff, teólogo dissidente e inimigo declarado da Igreja. São declarações muito ofensivas. O arcebispo de Porto Alegre emitiu uma nota oficial condenado as declarações dessa deputada. Muito obrigado. Ivanaldo Santos.
 
Deputada do PT critica Papa Bento XVI e sai em defesa de Leonardo Boff
 
Arquidiocese de Porto Alegre. Moção de Repúdio as palavras da deputada Marisa Formolo (PT-RS) contra o Papa Bento XVI
 
Arquidiocese de Porto Alegre emite nota de repúdio a declarações de deputada sobre renúncia do papa
 
Arquidiocese de Porto Alegre repudia declarações de deputada gaúcha 

13 janeiro 2013

13 A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Recapitulação

Série da EWTN apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental.

Thomas Woods graduou-se na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia.

Episódio 13: "Recapitulação: revisão das influências católicas na cultura e sociedade ocidental."

Legendado em Português.



Parte 01:


Parte 02:


Parte 03:

10 janeiro 2013

12 A Igreja Católica: Construtora da Civilização - Atrocidades anticatólicas

Série da EWTN apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental.


Thomas Woods graduou-se na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia.

Episódio 12: "Atrocidades anticatólicas: No decorrer da história, muitos católicos sofreram por sua fé. Alguns desses eventos não são muito comentados. Outros estão praticamente esquecidos, como os Afogamentos de Nantes e a Guerra dos Cristeros."

Legendado em Português.

Parte 01:



Parte 02:


Parte 03:

07 janeiro 2013

A Igreja Católica: Construtora da Civilização - As origens do Direito Internacional

Série da EWTN apresentada por Thomas E. Woods, autor do livro Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental.

Thomas Woods graduou-se na Universidade de Harvard e é doutor em História pela Universidade de Columbia.

Episódio 11:  "As origens do Direito Internacional: a descoberta do Novo Mundo impeliu alguns teólogos católicos ao estudo e formulação de princípios gerais ao direito e tratamento dos povos. Esse estudo lançou as bases do Direito Internacional.

Legendado em Português.

Parte 01:



Parte 02:


Parte 03:

25 novembro 2012

Viva a Cristo Rei!


Hoje é dia de Cristo Rei!!!

"Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo." (Jo 18, 36)

Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/01/50/18.php#ixzz2DE4VPWVf

16 novembro 2012

Mito 20: "Para participar bem da Missa é preciso entender a língua que o padre celebra"

Não é.

Embora possa ser útil compreender a língua que o padre celebra (e por isso são amplamente divulgados os missais com tradução em latim / português, nos meios em que a Santa Missa é celebrada em latim), o principal é contemplar o Mistério do Santo Sacrifício que se renova no altar, e para isso não é necessário compreender todas as palavras.

Missa não é jogral.

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, afirma ("O sal da terra"): "A Liturgia é algo diferente da manipulação de textos e ritos, porque vive, precisamente, do que não é manipulável. A juventude sente isso intensamente. Os centros onde a Liturgia é celebrada sem fantasias e com reverência atraem, mesmo que não se compreendam todas as palavras."

http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/mitos-liturgicos.html

15 novembro 2012

Mito 19: "O Concílio Vaticano II aboliu o latim"



Não aboliu.

Pelo contrário: o Concílio Vaticano II incentivou o uso do latim como língua litúrgica.

Diz o Concílio (Sacrossanctum Concilium, n.36) : "Salvo o direito particular, seja conservado o uso da língua latina nos ritos latinos." Embora exista atualmente em muitos lugares a concessão para se celebrar em língua local, o latim segue sendo a língua oficial da Santa Igreja e mantém o seu significado de unidade e solenidade: "O uso da língua latina vigente em grande parte da Igreja é um caro sinal da unidade e um eficaz remédio contra toda corruptela da pura doutrina." (Papa Pio XII, na Encíclica Mediator Dei, n.53, de 1947)

Por isso o Santo Padre Bento escreveu (Sacramentum Caritatis, n.62): "A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia."

E a Instrução Redemptionis Sacramentum (n. 112) determina: "Excetuadas as Celebrações da Missa que, de acordo com as horas e os momentos, a autoridade eclesiástica estabelece que se façam na língua do povo, sempre e em qualquer lugar é lícito aos sacerdotes celebrar o santo Sacrifício em latim."

O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI (no livro "O sal da Terra", de 1996), reconhece que a "nossa cultura mudou tão radicalmente nos últimos trinta anos que uma liturgia celebrada exclusivamente em latim envolveria um elemento de estranheza que, para muitos, não seria aceitável." Por outro lado, "o Cardeal (Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramento) também sugeriu que as paróquias maiores tenham uma Missa em latim pelo menos uma vez por semana e que as paróquias rurais e menores a tivessem pelo menos uma vez ao mês." (ACI Imprensa, 16 de Novembro de 2006) 
 
http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/mitos-liturgicos.html

13 novembro 2012

Mito 18: "O sacerdote usar casula é algo ultrapassado"

Não é.

A casula é o paramento sacerdotal próprio para o Santo Sacrifício da Missa. É o mais solene, varia de cor conforme a prescrição para a celebração em específico e vai sobre a alva e estola. Infelizmente, tem se tornado moda em muitos lugares que muitos sacerdotes celebrem usando apenas a alva e a estola, enquanto as casulas mofam nos armários.

A Instrução Geral do Missal Romano (n. 119) determina que o sacerdote utilize: amito, alva, estola, cíngulo e casula (amito e cíngulo podem ser dispensáveis, conforme o formato da alva).

A Instrução Redemptinis Sacramentum determina ainda que, sendo possível, inclusive os sacerdotes concelebrantes utilizem a casula (n. 124-126):

"No Missal Romano é facultativo que os sacerdotes que concelebram na Missa, exceto o celebrante principal (que sempre deve levar a casula da cor prescrita), possam omitir «a casula ou planeta, mas sempre usar a estola sobre a alva», quando haja uma justa causa, por exemplo o grande número de concelebrantes e a falta de ornamentos. Sem dúvida, no caso de que esta necessidade se possa prever, na medida do possível, providencie-se as referidas vestes. Os concelebrantes, a exceção do celebrante principal, podem também levar a casula de cor branca, em caso de necessidade. (...) Seja reprovado o abuso de que os sagrados ministros realizem a santa Missa, inclusive com a participação de só um assistente, sem usar as vestes sagradas ou só com a estola sobre a roupa monástica, ou o hábito comum dos religiosos, ou a roupa comum, contra o prescrito nos livros litúrgicos. Os Ordinários cuidem de que este tipo de abusos sejam corrigidos rapidamente e haja, em todas as igrejas e oratórios de sua jurisdição, um número adequado de vestes litúrgicos, confeccionadas de acordo com as normas."

Embora haja para o Brasil a concessão de o sacerdote celebrar apenas utilizando alva e estola quando houver razões pastorais (ver comentário do Pe. Jesús Hortal, SJ, à respeito do cânon 929, no Código de Direito Canônico editado pela Loyola), de forma alguma pode-se dizer que o uso da casula é ultrapassado, como foi demonstrado acima. 
 
http://www.reinodavirgem.com.br/liturgia/mitos-liturgicos.html